Cigarro: um perigo para a Saúde e Meio Ambiente

O uso do tabaco e a forma como nós consumimos causa diversos impactos em nossas vidas.

 

 

Tabagismo e Saúde

O tabagismo é considerado uma doença crônica causada pela dependência à nicotina presente nos produtos à base de tabaco. Ela é reconhecida como uma enfermidade que  afeta física e mentalmente as pessoas. 

No Brasil, o consumo de tabaco é considerado uma epidemia pelo alto número de usuários na população e pelas graves consequências que este hábito pode trazer à saúde, inclusive podendo levar à morte. Porém, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde, a prevalência de tabagismo no Brasil, têm diminuído significativamente nos últimos anos (Tabela 1).  

A prevalência de tabagismo é o resultado da iniciação (novos usuários de tabaco) e da interrupção do consumo (por cessação do tabagismo ou morte). A título de comparação, no começo do século, em 2003, 22,4% da população era fumante, enquanto que em 2019 o levantamento apontou apenas 12,8% de prevalência do tabagismo; uma queda de 34% no uso do tabaco.

 

Tabela 1: Prevalência do tabagismo na população acima de 18 anos no Brasil.

 

O sucesso da luta contra o tabagismo no Brasil se dá muito por conta do Programa Nacional de Controle ao Tabagismo (PNCT), atuante desde anos 1980 e integrado ao SUS nos anos 1990; sendo referência para outras nações ao redor do mundo.

O programa tem como objetivo reduzir a prevalência de fumantes e a consequente morbimortalidade relacionada ao consumo de derivados do tabaco no Brasil seguindo um modelo lógico no qual ações educativas, de comunicação, e de atenção à saúde se potencializam para prevenir a iniciação do tabagismo.

O foco principal é entre crianças, adolescentes e jovens para promover a cessação de fumar, e para proteger a população da exposição à fumaça ambiental do tabaco e reduzir o dano individual, social e ambiental dos produtos derivados do tabaco.

 

Tabagismo e Meio Ambiente

As bitucas são um grande problema para o Meio Ambiente. (Foto: Julien Fourniol/Baloulumix/Getty Images)

Há diferentes formas de consumir o tabaco ou a nicotina (principal substância causadora de doenças e dependências), por exemplo, por meio do rapé, de tabaco mascado, charutos, cachimbos, cigarrilhas, cigarros de palha, cigarros indianos, cigarros eletrônicos, cigarros industrializados, narguilé, etc. 

No Brasil, a principal forma de uso se dá por meio de cigarros, principalmente os industrializados. Segundo a última PNS, dos 12,8% usuários de tabaco no brasil, 77% consomem através de cigarros industrializados.

Além das comorbidades para a saúde causada pelo uso dos cigarros, como o desenvolvimento de várias doenças crônicas como as cardiovasculares, as respiratórias, diversos tipos de câncer, problemas oculares como catarata e cegueira,entre outras, o descarte incorreto das bitucas de cigarro podem trazer danos também ao Meio Ambiente. 

As bitucas de cigarro possuem até 9 mil substâncias tóxicas. Por conta da sua composição de acetato de celulose, elas podem demorar até quinze anos para se decompor quando não são descartadas corretamente.

Mais do que metade dos fumantes no mundo jogam bitucas no chão, elas contém mais de 9 mil substâncias químicas.

Segundo pesquisa do Mundo sem Bitucas, 60% dos fumantes têm o hábito de jogar os restos dos cigarros nas ruas, podendo levar à  contaminação do solo, córregos, rios e oceanos, entupimento de tubulações e bueiros, enchentes e incêndios entre as estações secas, provocando danos ambientais inimagináveis. 

De acordo com pesquisadores da Universidade Anglia Ruskin, no Reino Unido,  a bituca reduz em 27% o sucesso da germinação, em 28% o tamanho do broto e 57% a altura da raiz. Já no teste em gramas, a germinação caiu para 10% e o tamanho 13%.

As espécies de plantas analisadas pelos pesquisadores são aquelas consideradas importantes para o processo de polinização e também para a fixação do nitrogênio, principalmente nas áreas verdes urbanas.

Iniciativas para o descarte adequado das bitucas

Os filtros biodegradáveis são uma alternativa interessante para a preservação do meio ambiente. (Foto: Green Butts)

Mundo sem Bitucas

O Mundo sem Bitucas  é uma organização que visa a educação ambiental da população por meio de mutirões de limpeza em lugares públicos, oficinas educativas de como fazer seu próprio cinzeiro de bolso, rodas de conversa, palestras sobre os impactos socioambientais desse material e intervenções artísticas.

Programa Coletor Ambiental

O Programa Coletor ambiental é uma empresa que atua na cidade de São Paulo, que vende e instala coletores de bitucas de cigarro em lugares com grande movimentação de pessoas. O programa também realiza a coleta dessas bitucas, quando os coletores estão cheios, e envia esse resíduo para reciclagem. As bitucas são transformadas em adubo e misturadas a sementes de grama e aplicadas em encostas com erosão, sendo usadas para a recuperação de solos.

Green-Butts

A Green-Butts é uma empresa estrangeira que produz filtros biodegradáveis para cigarros, compostos de linho, algodão e cânhamo de manila sem compostos artificiais ou resíduos químicos.

O tempo médio de degradação de um filtro Green butts é de 3 dias em composto ou 2 minutos quando disperso em água com agitação de 150 rpm; muito mais rápido do que os 15 anos de decomposição do filtro de acetato de celulose. 

Por fim, é sempre importante ressaltar que cada um pode fazer a sua parte carregando um porta-bituca próprio, com pequenos potes para colocar as bitucas ou descartá-las em coletores de bitucas ou em lixos não recicláveis, após apagadas corretamente.  

 

Fontes: Instituto Nacional de Câncer, Ministério da Saúde, Ecycle, Recicla Sampa

 

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