Vinho vegano: o que é e como identificar

A base dele é a uva, mas você sabia que o processo de produção do vinho pode levar ingredientes de origem animal? Saiba mais!

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Imagem: Unsplash

O vinho é produzido através da fermentação da uva, certo? Mas você sabia que, mesmo tendo sua base na fruta, alguns ingredientes de origem animal são utilizados no processo de produção, seja ela artesanal ou industrial? 

A boa notícia é que cada vez mais empresas estão buscando alternativas aos ingredientes de origem animal e fabricando vinhos veganos.

Vem saber mais:

O que faz do vinho uma bebida não vegana?

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Imagem: Lasseter Winery via Unsplash.

O processo de elaboração de vinhos é considerado bastante simples: as leveduras, naturais ou cultivadas, convertem os açúcares do suco da uva em álcool e CO2, dando origem aos mais diversos tipos de vinho. 

Até essa etapa, ou seja, da colheita à fermentação, a bebida seria completamente apta aos veganos. Mas é nas etapas seguintes, que são a clarificação, a filtragem e o chamado “amaciamento dos taninos” que entram os ingredientes de origem animal.

A clarificação é um procedimento de purificação da bebida, para retirar os resíduos sólidos que se formam durante as fases anteriores, como resíduos da casca, polpa, etc. 

Para que esse processo aconteça, um agente filtrante é adicionado ao barril. Esse agente, geralmente, é uma proteína que, basicamente, coagula as matérias sólidas presentes no vinho.

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Imagem: Lasseter Winery via Unsplash.

E é aí que está a questão. As substâncias adicionadas normalmente são a caseína (proteína do leite), albumina (proteína do ovo), clara de ovo e isinglass (também conhecido como ictiol ou ictiocola, que é uma espécie de cola obtida da bexiga de peixe).

E então, antes de ser engarrafado, o vinho precisa ser filtrado para que todas as impurezas capturadas pela clarificação fiquem no tanque. Nesse processo pode ser utilizada a gelatina animal. 

Há também alguns produtores que fazem o amaciamento forçado dos taninos (substâncias orgânicas presentes na parte externa de diversos tipos de plantas e que trazem um sabor amargo e causam sensação de adstringência)

Esse processo reduz o amargor, principalmente em vinhos jovens ou de colheita precoce, através da inserção de albumina ou até sangue animal em pó ou líquido.

Além de melhorar o aspecto do vinho, trazendo uma aparência mais pura, esses componentes fazem com que ele fique pronto mais rapidamente, o que acaba barateando a produção. 

Mas com a evolução da indústria e também a demanda social por produtos mais saudáveis e justos, esses componentes estão caindo em desuso. Inclusive, há muitos países que já restringem algumas dessas substâncias, como é o caso do sangue, proibido na França e Estados Unidos.

Como identificar o vinho vegano

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Imagem: Scott Warman via Unsplash.

Aqui está outro problema. Pelo fato de não haver regulamentação que obrigue a notificação no rótulo sobre os ingredientes usados em cada etapa de produção, identificar se o vinho é ou não vegano pode ser um desafio.

Aliás, nem mesmo os paladares mais apurados conseguem identificar esses componentes de origem animal, já que eles não permanecem no líquido – são utilizados apenas como um ímã para que os componentes sólidos se agrupem e sejam retirados mais facilmente.

Então, para ajudar você a não contribuir com esses métodos, aqui vão algumas dicas de checagem hora da escolha:

  • Rótulos que tenham expressões como “não filtrado”, “unfiltered”, “não afinado” ou “métodos de autoclarificação natural” indicam que o vinho não foi filtrado e, possivelmente, também não passou pela clarificação, ou seja, não teve contato com ingredientes de origem animal.
  • A maioria dos vinhos com o selo Kosher também são adequados para o consumo de veganos, já que o judaísmo proíbe a utilização de substâncias de origem direta do animal. Mas é importante saber que clara de ovo é aceita por eles, então, alguns produtores mesmo sendo Kosher podem utilizá-la na clarificação. 
  • Vale também buscar conhecer o produtor. Algumas vinícolas utilizam práticas veganas, mas nem sempre trazem essa indicação no rótulo, pelo fato de as certificações serem caras e exigirem um longo processo para obtenção.

Qual a diferença entre vinho orgânico e vinho vegano?

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Imagem: Danielle Comer via Unsplash.

Apesar de ambos prezarem pela qualidade do produto final, essas denominações indicam características diferentes: 

Vinhos orgânicos:

São vinhos cujas uvas foram cultivadas sem o uso de agrotóxicos, como pesticidas, herbicidas e fertilizantes sintéticos. Mas isso não quer dizer que são totalmente livres dessas substâncias. Leis nacionais regulam a quantidade que cada substância química pode ser usada para enquadrar a produção como orgânica.

Vinhos veganos:

Para ser considerado vegano, um vinho precisa usar métodos de clarificação alternativos como argila de bentonita, pedra calcária, argila de caulim, caseína de planta, gel de sílica e placas de vegetais.

Fontes: Wine, Famiglia Valduga, DiVinho.

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Imagem8  Por Livia Maturana. Uma jornalista vegana que acredita no poder transformador de cada ato de consumo.
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